O Aprendizado da Gestão

O Aprendizado da Gestão

Vicente Falconi Campos (*) – INDG

Liderança Nossa experiência em centenas de empresas, nestes últimos 20 anos, nos mostrou que a presença de uma liderança efetiva no local de trabalho pode ser um fator decisivo para que os resultados aconteçam. A ausência do líder é um fator perturbador eliminatório na busca de resultados. Sem uma boa liderança pouca coisa acontece. Uma boa liderança muitas vezes até compensa parcialmente a inexistência de um preparo técnico ou gerencial. A liderança, junto ao conhecimento Técnico e ao Conhecimento Gerencial (Sistema de Gestão e Método PDCA), constitui os Fatores Fundamentais da Competitividade. Qualquer dos três é eliminatório na obtenção de resultados excepcionais nas empresas. Temos tido conhecimento de programas de Seis Sigma Black Belts bem-sucedidos (sua grande maioria) e outros que são verdadeiros fracassos. Por que isso ocorre? Observe a Figura 4. Se faltar Liderança ou Conhecimento Técnico, pouca coisa acontecerá. Qual é o seu problema? As empresas sempre buscam resultados. Portanto, o trabalho de consultoria deve sempre ser focado em métodos que viabilizem os resultados desejados. Todos os trabalhos de consultoria podem ser resumidos em dois tipos de produtos:

Figura 4 – O três componentes básicos para o atingimento de metas:

 

 

 

 

 

 

 

•Produtos Gerenciais – São produtos que combinam diretamente o método (PDCA) e algumas ferramentas que viabilizem melhor, para uma situação específica, o tratamento das informações. Nesse caso as ferramentas devem ser inseridas dentro do método, pois este último é o que viabiliza, de fato, o atingimento e manutenção dos resultados. Exemplos de produtos gerenciais são o Seis Sigma Black Belts, o Orçamento Matricial, o Gerenciamento da Rotina etc. A combinação do método com ferramentas em produtos gerenciais é mostrada na Figura 5;

•Produto Ferramental – São produtos que levam para a empresa o domínio de certas ferramentas para que estas possam ser utilizadas dentro de seu próprio processo gerencial. É o caso da Engenharia de Sistemas para a Manutenção, da Análise de Confiabilidade e de Valor para os processos empresariais etc. Assim que me conscientizei do Sistema de Gestão, notei que era como se eu tivesse ganhado de presente um álbum para colecionar minhas figurinhas. As figurinhas eram as várias novidades que iam aparecendo nos seminários, cursos, notícias, artigos, livros etc. Comecei a perceber como as normas ISO 9000 se encaixavam nesse sistema. Qual era o relacionamento da Formulação Estratégica com o Sistema de Padronização de uma empresa etc. A consciência do Sistema de Gestão, aliada ao domínio dos vários produtos de gestão existentes, fornece ainda ao consultor a percepção de sua função de orientar a empresa na construção desse sistema. Essa concepção sistêmica e, portanto, participativa do gerenciamento me deu ainda a convicção de que somente em equipe é possível dar consultoria empresarial. Nessas equipes, pessoas de conhecimentos especializados diferentes conseguem fornecer à empresa as habilidades necessárias para se atingir certo resultado. Quando a empresa contra somente um consultor pessoa física, ela acaba focada no conhecimento deste consultor e não em atingir resultados. Isso é o que chamamos de Princípio da Complementaridade. No caso da FDG, nosso consultor, ao chegar a uma empresa, procurará identificar os resultados desejados e possíveis de serem alcançados e estabelecer uma meta geral. Depois disso, ele receitará uma seqüência de produtos e suas respectivas metas. Para cada produto da FDG, temos equipes diferentes, com competências de tal forma especializadas que viabilizam um trabalho rápido, eficaz e fulminante.

Figura 5 – Combinação de método e ferramentas para se constituir um produto gerencial:

Durante a década de 90, o Brasil foi colocado muito rapidamente no contexto competitivo mundial. Para um país no qual os custos não eram relevantes, de repente fomos colocados numa situação de reduzir custos a níveis nunca antes imaginados (e ainda temos muito para descer…). Nosso mercado era fechado e, portanto, a qualidade de produto nunca foi fundamental. Hoje ou se tem qualidade ou não se vende. A inflação não nos permitia a gestão orçamentária. Hoje orçamento é, de novo, peça fundamental de gestão. O gerenciamento se tornou, como era de se esperar, o ponto de partida para os avanços da empresa brasileira. Por outro lado, esse gerenciamento está se tornando cada vez mais metódico e científico. A participação de todos os funcionários no gerenciamento, por intermédio da solução de problemas, é cada vez mais importante e a educação básica é, hoje, uma exigência generalizada para o recrutamento. O panorama mudou muito e aqueles que perceberam isso já estão ganhando. Todos estão convidados para a festa, vamos ganhar fortunas dentro de nossas organizações pela prática de um gerenciamento excepcional em que a participação de todos é fundamental. Mais uma vez Peter Drucker está com toda a razão! Pág.1: O Aprendizado da Gestão Pág.2: Sistema de Gestão Pág.3: Gerenciamento (*) Vicente Falconi Campos, PhD, é consultor e um dos dirigentes do Instituto de Desenvolvimento Gerencial – INDG. É também membro do Conselho de Administração da AmBev, membro do Conselho Consultivo do Grupo Martins e do Comitê de Finanças do Conselho da Telemar. Texto publicado na revista Banas Qualidade, dezembro/2000. * Por orientação do NCCB – Novo Código Civil Brasileiro, a FDG é agora uma Instituição de caráter puramente assistencial, apoiando gratuitamente escolas públicas e hospitais. Os serviços antes realizados pela FDG são agora conduzidos pelo INDG – Instituto de Desenvolvimento Gerencial (www.indg.com.br). Aprendizado da Gestão Vicente Falconi Campos (*) Liderança Nossa experiência em centenas de empresas, nestes últimos 20 anos, nos mostrou que a presença de uma liderança efetiva no local de trabalho pode ser um fator decisivo para que os resultados aconteçam. A ausência do líder é um fator perturbador eliminatório na busca de resultados. Sem uma boa liderança pouca coisa acontece. Uma boa liderança muitas vezes até compensa parcialmente a inexistência de um preparo técnico ou gerencial. A liderança, junto ao conhecimento Técnico e ao Conhecimento Gerencial (Sistema de Gestão e Método PDCA), constitui os Fatores Fundamentais da Competitividade. Qualquer dos três é eliminatório na obtenção de resultados excepcionais nas empresas. Temos tido conhecimento de programas de Seis Sigma Black Belts bem-sucedidos (sua grande maioria) e outros que são verdadeiros fracassos. Por que isso ocorre? Observe a Figura 4. Se faltar Liderança ou Conhecimento Técnico, pouca coisa acontecerá. Qual é o seu problema? As empresas sempre buscam resultados. Portanto, o trabalho de consultoria deve sempre ser focado em métodos que viabilizem os resultados desejados. Todos os trabalhos de consultoria podem ser resumidos em dois tipos de produtos: Figura 4 – O três componentes básicos para o atingimento de metas •Produtos Gerenciais – São produtos que combinam diretamente o método (PDCA) e algumas ferramentas que viabilizem melhor, para uma situação específica, o tratamento das informações. Nesse caso as ferramentas devem ser inseridas dentro do método, pois este último é o que viabiliza, de fato, o atingimento e manutenção dos resultados. Exemplos de produtos gerenciais são o Seis Sigma Black Belts, o Orçamento Matricial, o Gerenciamento da Rotina etc. A combinação do método com ferramentas em produtos gerenciais é mostrada na Figura 5; •Produto Ferramental – São produtos que levam para a empresa o domínio de certas ferramentas para que estas possam ser utilizadas dentro de seu próprio processo gerencial. É o caso da Engenharia de Sistemas para a Manutenção, da Análise de Confiabilidade e de Valor para os processos empresariais etc. Assim que me conscientizei do Sistema de Gestão, notei que era como se eu tivesse ganhado de presente um álbum para colecionar minhas figurinhas. As figurinhas eram as várias novidades que iam aparecendo nos seminários, cursos, notícias, artigos, livros etc. Comecei a perceber como as normas ISO 9000 se encaixavam nesse sistema. Qual era o relacionamento da Formulação Estratégica com o Sistema de Padronização de uma empresa etc. A consciência do Sistema de Gestão, aliada ao domínio dos vários produtos de gestão existentes, fornece ainda ao consultor a percepção de sua função de orientar a empresa na construção desse sistema. Essa concepção sistêmica e, portanto, participativa do gerenciamento me deu ainda a convicção de que somente em equipe é possível dar consultoria empresarial. Nessas equipes, pessoas de conhecimentos especializados diferentes conseguem fornecer à empresa as habilidades necessárias para se atingir certo resultado. Quando a empresa contra somente um consultor pessoa física, ela acaba focada no conhecimento deste consultor e não em atingir resultados. Isso é o que chamamos de Princípio da Complementaridade. No caso da FDG, nosso consultor, ao chegar a uma empresa, procurará identificar os resultados desejados e possíveis de serem alcançados e estabelecer uma meta geral. Depois disso, ele receitará uma seqüência de produtos e suas respectivas metas. Para cada produto da FDG, temos equipes diferentes, com competências de tal forma especializadas que viabilizam um trabalho rápido, eficaz e fulminante. Figura 5 – Combinação de método e ferramentas para se constituir um produto gerencial Durante a década de 90, o Brasil foi colocado muito rapidamente no contexto competitivo mundial. Para um país no qual os custos não eram relevantes, de repente fomos colocados numa situação de reduzir custos a níveis nunca antes imaginados (e ainda temos muito para descer…). Nosso mercado era fechado e, portanto, a qualidade de produto nunca foi fundamental. Hoje ou se tem qualidade ou não se vende. A inflação não nos permitia a gestão orçamentária. Hoje orçamento é, de novo, peça fundamental de gestão. O gerenciamento se tornou, como era de se esperar, o ponto de partida para os avanços da empresa brasileira. Por outro lado, esse gerenciamento está se tornando cada vez mais metódico e científico. A participação de todos os funcionários no gerenciamento, por intermédio da solução de problemas, é cada vez mais importante e a educação básica é, hoje, uma exigência generalizada para o recrutamento. O panorama mudou muito e aqueles que perceberam isso já estão ganhando. Todos estão convidados para a festa, vamos ganhar fortunas dentro de nossas organizações pela prática de um gerenciamento excepcional em que a participação de todos é fundamental. Mais uma vez Peter Drucker está com toda a razão! Pág.1: O Aprendizado da Gestão Pág.2: Sistema de Gestão Pág.3: Gerenciamento

(*) Vicente Falconi Campos, PhD, é consultor e um dos dirigentes do Instituto de Desenvolvimento Gerencial – INDG. É também membro do Conselho de Administração da AmBev, membro do Conselho Consultivo do Grupo Martins e do Comitê de Finanças do Conselho da Telemar. Texto publicado na revista Banas Qualidade, dezembro/2000.
* Por orientação do NCCB – Novo Código Civil Brasileiro, a FDG é agora uma Instituição de caráter puramente assistencial, apoiando gratuitamente escolas públicas e hospitais. Os serviços antes realizados pela FDG são agora conduzidos pelo INDG – Instituto de Desenvolvimento Gerencial (www.indg.com.br).
Fonte: http://www.indg.com.br/institucional/falconi/request_artigos.asp?id=15
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Administração: profissão sucesso das organizações

Empresa Júnior: uma ferramenta para a ligação entre a teoria e a prática de mercado.

Uma empresa júnior é uma associação civil sem fins lucrativos e com fins educacionais formada exclusivamente por alunos do ensino superior. As empresas juniores são criadas por alunos de graduação de uma instituição de ensino superior e deve ser sempre ligada a um ou mais cursos de graduação.  

A gestão de uma EJ, sigla para Empresa Júnior, é feita pelos próprios alunos. A empresa júnior não constitui em si uma pessoa jurídica específica. No Brasil as empresas juniores de forma associada tem buscado um entendimento de que a EJ estaria mais próxima de ser uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.  

O objetivo primeiro das empresas juniores é promover a melhor experiência de mercado aos alunos graduandos na instituição à qual ela é vinculada. Por esse objetivo entende-se fomentar o crescimento pessoal e profissional do aluno membro, por meio do oferecimento de serviços de qualidade e a baixo custo ao mercado.  

Dessa forma, além de atingir seu próprio objetivo, as EJs contribuem para o desenvolvimento do empreendedorismo em sua região. Em alta escala, o Movimento das Empresas Juniores (MEJ) contribui com uma importante parcela no desenvolvimento empresarial e econômico do país.  

As EJ se enquadram no terceiro setor da economia, pois estão enquadrados no setor privado (portanto não são do Primeiro Setor) e não têm por fim último o lucro (excluindo-se do Segundo Setor). Dessa forma, acabam por ter reduzidos custos operacionais e de tributação, podendo oferecer serviços de qualidade a um custo baixo.  

As EJ atendem principalmente o mercado das micro e pequenas empresas, que costumeiramente não tem acesso a consultoria sênior e enfrentam grandes dificuldades na gestão. A fim de garantir um excelente aprendizado, todo o trabalho executado tem o acompanhamento e a orientação de um professor da respectiva área do conhecimento, visto que esses trabalhos são prestados como consultoria a todo tipo de empresas, embora o mercado maior seja o das MPE (micro e pequenas empresas).  

Ex-alunos que passaram por empresas juniores contam com diferencial de conhecer o mercado, ter experiência de trabalho, conhecer a prática empreendedora e desenvolvimento de suas habilidades empresariais. Porque ser um Empresário Júnior ? Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, é primordial que os estudantes busquem diferenciar-se cada vez antes.  

É uma tendência cada vez mais forte, assim como já ocorre em larga escala na Europa, que as empresas vejam a experiência em uma empresa júnior como um ótimo diferencial, demonstrando, além do aprimoramento obtido pelo trabalho júnior, a proatividade do aluno. Uma Empresa Júnior complementa a formação acadêmica de um estudante em vários aspectos, pois proporciona a ele experiências como:  

•Administração de uma empresa  

•Organização do trabalho em equipe  

•Delegação de responsabilidades  

•Participação efetiva em reuniões de trabalho  

•Negociação com clientes, patrocinadores, fornecedores e parceiros  

•Exercícios de atividades financeiras e contábeis de uma empresa  

•Decisões sobre políticas de imagem e prospecção de negócios  

•Contato direto com problemas e situações da realidade empresarial  

Leia mais em: http://www.cfa.org.br/arquivos/selecionaitem.php?p=selecionaitem&coditem=96&tit=Empresas%20Juniores#

Fonte: Portal Administradores/CFA